Depois de muito atraso volto a escrever para o meu site Blog do Joabe de Judá. Minha frequência é de a cada 30/31 dias enviar alguma postagem. Mesmo confinado por causa da quarentena da COVID-19, tenho limitações de tempo e conexão com a internet. E também não tem sido fácil para mim ser FORÇADO a ficar trancafiado em minha residência; sair somente quando necessário para trazer provisões ao meu lar; trabalhar em regime de home office – escritório em casa (para meu alívio ainda tenho emprego); participar de cultos online de maneira limitada para não extrapolar meus dados móveis do celular; amigos e irmãos da fé que outrora costumava ver pessoalmente só vejo agora através de videoconferência (isto inclui pessoas que moram virando a esquina); meu smartphone é VIGIADO pelo Governo do Estado do Piauí para saber se estou respeitando o isolamento social em combate à pandemia de vírus corona que tem afetado o mundo inteiro. São coisas nas quais levo tempo para digerir, refletir e me atualizar (mesmo com informações novas chegando a cada dia).

Algumas daquelas coisas eu já fazia normalmente, mas eu ainda tinha a liberdade de não fazê-las caso quisesse e sem ter o Estado me policiando. Falando em Estado, este tem sido um tempo em que meus direitos mais elementares têm sido violados por seus operadores (governador, prefeito, juízes do STF, etc.) sob a justificativa da OMS (Organização Mundial da Saúde) de salvaguardar vidas humanas do contágio generalizado do vírus corona e o mundo virar um grande amontoado de corpos (estimativas apocalípticas a meu ver). Vale ressaltar que a OMS é uma organização de saúde cujas decisões não tem poder coercivo sobre o meu soberano país Brasil. Não somos obrigados a seguir suas determinações (na verdade são recomendações) caso as consideremos equivocadas ou impraticáveis.

Minhas liberdades de cultuar no templo, e de ir e vir garantidas na Constituição Federal de 1988 foram retiradas de mim para seguir recomendações das quais não concordo. Pode parecer obscurantismo da minha parte em dizer estas coisas, mas peço o favor de não me considerar um ignorante no que diz respeito a cuidados com minha própria saúde e a dos outros. Digo estas coisas com embasamento teológico, jurídico e científico. Posso escrever oportunamente para mais esclarecimentos sobre os pormenores deste assunto. Mas você poderá ter uma breve introdução sobre o tema lendo neste link aqui uma publicação que fiz em meu perfil pessoal do Facebook e lendo os comentários. Outras coisas importantes em relação a esta pandemia tenho colocado na página do Facebook do site Blog do Joabe de Judá neste link aqui (recomendo que leia desde a primeira publicação sobre o COVID-19 datada de 26/03/2020).

Percebo com tudo isto algumas semelhanças com a Páscoa comemorada na Paixão de Cristo. Elementos como a fuga dos discípulos (Mateus 26.56 parte b) e a auto-ocultação deles com medo do patrulhamento judaico (João 20.19) são parte da nossa rotina agora. Calma! Não estou acusando cristãos de serem covardes ou incitando desobediência civil, AINDA. Estou querendo dizer que, por motivo de força maior, tivemos que nos recolher em os recônditos dos nossos lares. Muitos agora ficariam panicados se testassem positivo para contaminação com aquele mal. Adoecer desta praga significa um fim trágico certamente, de acordo com os números de contágios e de mortes no Brasil e mundo afora divulgadas pela Grande Mídia ou por outros meios que reverberam sua narrativa. Enfermar de COVID-19 significa perder a sua capacidade pulmonar até não conseguir mais respirar, mesmo com ajuda de aparelhos; é perder o contato com seus entes queridos; é despedir-se deles através de videoconferência deitado em um leito de UTI; é ser enterrado sem direito a um velório. Para aqueles seguidores de Jesus, sua morte também significou um pouco disto. Ser identificado com Cristo era sinônimo de ser levado para um interrogatório onde seu veredito seria culpado e sofreria uma morte semelhante à dEle.

Não estou dizendo que o vírus corona seja um tipo de Cristo por ter apontado a semelhança da fuga e ocultação dos apóstolos com o nosso isolamento social, antes que venha algum tipo de má interpretação por parte dos leitores. Esta enfermidade está em voga da mesma forma como o escárnio público de Jesus também o foi para seus seguidores. E isto aconteceu devido aos efeitos da Queda para nós, humanidade caída (Romanos 5.12). O pecado produziu o efeito da fuga nos discípulos (Mateus 26.31, Isaías 53.6). A doença é um efeito do pecado e é isto que está provocando nossa fuga. Para os dois casos o remédio derradeiro é Cristo (Isaías 53.4-5, Apocalipse 21.4-6)

Os números são alarmantes, eu sei. Mas eu não tenho que concordar com toda a histeria ao redor desta praga que assola este mundo. Não sou um negacionista dizendo que deveríamos sair às ruas e voltar às nossas vidas normais como antes sem as devidas precauções de higiene. A questão é “Será que não existe algum número que pese a nosso favor sobre o vírus corona?”. Claro que existe! Leitor, peço que você retorne alguns parágrafos anteriores e acesse os links que deixei à sua disposição, caso não tenha visto. Já estamos a quase 1 (hum) mês desde que a quarentena foi declarada no dia 16 de Março de 2020 e o mundo já contabiliza mais de 346 mil CURAS segundo o site neste link aqui. Isto corresponde ao triplo daqueles que, lamentavelmente, morreram pelas complicações desta doença. Ou seja, será que não existe um fio sequer de esperança?

Veja a história de Josué e Calebe em Números 13 e 14. Espiões foram enviados para trazer um relatório completo sobre as condições da terra de Canaã. Passados alguns dias eles voltaram e apresentaram o que testemunharam. A Terra Prometida era de fato uma terra boa que manava leite e mel. Porém, os povos daquele lugar eram mui terríveis, haviam cidades fortificadas e gigantes habitavam aqueles termos. Dos 12 (doze) homens que foram enviados a espiar a terra somente Josué e Calebe apresentaram um relatório condizente com a realidade. Os outros infamaram o que testemunharam e fizeram o povo desfalecer diante do desafio. Perceba que todos estavam juntos e puderam contemplar as mesmas coisas. Mas o foco da maioria foi diferente daquele enxergado pelos 2 (dois) homens de Deus. Enquanto que o olhar da maioria estava somente em uma perspectiva terrena e desvantajosa para o povo de Israel (mesmo eles vendo que as vantagens seriam muito boas caso conseguissem vencer) a ótica de Josué e Calebe estava voltada para as promessas de Deus (Números 13.30, 14.6-9).

Ou seja, para um cristão ter ciência da dificuldade do problema e prosseguir na luta não é uma questão de andar de olhos vendados em uma corda bamba. Mas é saber que não importa o tamanho do desafio, ele será vencido pela força do seu Deus. Josué e Calebe não temiam más notícias, pois a confiança deles estava nO Senhor (Salmos 112.7). Eles sabiam que as boas notícias de Deus os fortaleceria em qualquer dificuldade (Números 13.2 parte a, Provérbios 15.30). E também é por isso que nós, nos dias de hoje, não precisamos temer a peste que assola mundo afora.

Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará. Direi do Senhor: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei.

Não terás medo […] da peste que anda na escuridão, nem da mortandade que assola ao meio-dia.

Salmos 91.1-2, 5 parte a, 6 –
ACF

No entanto, os discípulos estavam tremendamente afetados pelos acontecimentos recentes. Não conseguiam entender o motivo de Jesus ter se entregado à morte de maneira tão pacífica. Cristo já havia confidenciado isto a eles (Mateus 20.17-19, Marcos 10.32-34, Lucas 18.31-34). A morte do Messias aconteceria para a remissão dos pecados de muitos (Mateus 26.28). A esperança gloriosa da prometida morte e ressurreição de Jesus deveria alimentá-los de excelentes expectativas para o agora e o porvir. Não os culpo porque provavelmente nós faríamos a mesma coisa. Estamos no meio da tempestade e nossa mente fica confusa com as notícias que vêm de todos os lados. É difícil chegar a um equilíbrio no meio de uma situação como esta. Eles estavam confinados e finados. Daí vem o título desta matéria: A Páscoa dos Con[finados]. Con[finado] será usado de agora em diante para qualificar a pessoa na condição de confinada e de finada.

Os seguidores do Mestre eram finados, ainda estavam em estado de morte, mesmo Cristo já tendo morrido na cruz para remissão dos pecados. Paulo ensina que a ressurreição completou a obra da salvação e sem ela o cristão ainda permaneceria debaixo do jugo de seus pecados (1 Coríntios 15.16-19). O Messias ter ressurgido da morte trouxe a esperança de volta. Não haveria mais temor de nada do que viesse a acontecer com os seguidores dO Caminho. Depois disto os discípulos passaram por várias prisões, porém não estavam mais naquele mesmo estado em que se encontravam na época daquela Páscoa que fora tão marcante para eles. Passaram a ser confinados, mas sem estarem finados diante de Deus, pois a morte e ressurreição de Jesus os trouxe vida (2 Coríntios 4.7-10, 14).

Como você se encontra nesta Páscoa? Estaria você con[finado]? Suas expectativas com o futuro têm sido frustradas com esta pandemia? Projetos que foram cancelados… Empregos que vêm sendo perdidos… Empresas que estão indo à falência… Angústia, depressão e fome em decorrência de tudo isso… Você precisa dO Salvador. Estar nas mãos dEle é saber que estamos seguros apesar de tudo e que nossa breve passagem atribulada neste mundo vai acabar e entraremos na glória eterna (Romanos 8.31-39, 2 Coríntios 4.16-18). Se você conhece alguém da família de Deus e precisa de ajuda espiritual, aconselhamento, alimento ou algum outro tipo de ajuda, não tarde em procurar a igreja dO Senhor através desta sua pessoa conhecida. Os templos estão fechados, mas o conceito de igreja vai muito mais além do espaço do templo (1 Coríntios 3.16). Tenho certeza que você receberá o amparo que precisa.

Sei que muitos que vierem a ler este texto garantiriam que estão apenas confinados, pois foram salvos por Cristo. Além disso, alegam estarem seguindo o princípio de obediência às autoridades civis de Romanos 13.1-5 e da prudência de Provérbios 22.3. Pra estes a minha pergunta é: O que vem te deixando con[finado]? Ou seja, o que está acontecendo que fez sua mente ficar confusa e perder a ótica de Josué e Calebe e te fez ter o foco dos outros 10 (dez) espias, mesmo buscando estar em obediência às Escrituras?

Este é o momento em que todos estão com tempo de sobra em casa. Este período não deveria ser desperdiçado em assistir tantos noticiários e desfalecer com a maioria dos prognósticos apresentados. Estar bem informado é importante e devemos examinar estas coisas retendo aquilo que for proveitoso (1 Tessalonicenses 5.21). Crentes deveriam aplicar seu tempo na prática da oração, ações de graça, jejum, louvor, adoração e estudo da Palavra de Deus para endireitar seu foco nesta situação e voltar a ter esperança. Este é o momento em que devemos procurar manter a comunhão uns com os outros, compartilhar das alegrias e tristezas da condição atual para ajudar e ser ajudado nas necessidades que houverem. Isto pode ser feito através da internet, aplicativos de comunicação em vídeo ou áudio, ligação telefônica e PESSOALMENTE. Sim, eu disse pessoalmente, pois há pessoas que não dispõem destas tecnologias para ter contato com um doméstico da fé. Em 2019 o IBGE divulgou que 20% da população brasileira não tem acesso à internet. Não estou incentivando aglomeração de pessoas, mas que ainda podemos visitar uns aos outros dentro do número permitido e respeitando as recomendações de higiene e saúde.

É um tempo também de falar com parentes, vizinhos e amigos que não temos mais contato. É um tempo de oferecer-lhes nossa atenção e cuidados. É um tempo de melhorar os laços familiares de maridos e esposas, pais e filhos, irmãos e irmãs, etc.. Veja quantas oportunidades Deus está nos dando de fazer a Sua obra! E a obra dEle é que as pessoas creiam em Jesus à medida que nos tornamos luz e sal para este mundo (João 6.29, 3.16-21, Mateus 5.13-16). A igreja tem as respostas para a humanidade em qualquer circunstância porque ela é a coluna e firmeza da verdade (1 Timóteo 3.15 parte b).

Entendo que a quarentena foi feita de maneira equivocada e isto gerará terríveis impactos na economia do país (entenda país como as pessoas e não tanto o Estado). Oportunamente poderei expor como ela poderia ser feita através deste site ou das redes sociais dele. Já vemos o desemprego chegando às famílias, empresas tendo prejuízos. Sem dinheiro não há como colocar o alimento na mesa, a depressão vem e os casos de crimes e suicídios tendem a aumentar. Se a situação perdurar supermercados poderão ser saqueados, mesmo com a ajuda governamental de R$ 600,00 a R$ 1.200,00 durante 3 (três) meses. Este auxílio não é suficiente para quem tem condições de produzir mais, pois estes necessitam também honrar seus outros compromissos. Com a engrenagem da economia prejudicada o governo não tem de onde tirar impostos. Sem arrecadação não tem como oferecer saúde pública pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Existem pessoas preocupadas com o pão de hoje, não é com o de amanhã. Recebi um pedreiro em minha residência na primeira quinzena da quarentena para fazer um serviço de uma diária que já havia agendado antes do isolamento social ter iniciado. Ele lamentou ter que trabalhar clandestinamente. Entretanto, ele deveria praticar a desobediência civil porque não deixaria de prover o sustento de sua família. Mesmo com o perigo do patrulhamento estatal e de serem contagiados por vírus corona alguns homens e mulheres honrados têm saído de suas casas, contrariado ordens do Estado e encarado a lida. São cidadãos de bem que tem ido trabalhar e tem depositado sua fé nO Altíssimo para guardar a saúde deles. Vou dizer que eles estão pecando contra Deus por desobedecer as autoridades civis ou que aquele que não cuida da sua família negou a fé (1 Timóteo 5.8)?

No lado oposto ao daquele pedreiro tenho visto pessoas abastadas, postando fotos de desejáveis manjares em suas redes sociais e aplicativos de mensagem. Acompanhando estas comidas apetitosas que resolveram fazer durante este recolhimento geral vêm frases famosas como “Fique em casa”, “Não ajude a propagar o vírus”,ou “Vidas humanas importam”. É o tipo de composição que torna muitas destas pessoas um bando de hipócritas e deixam indignados aqueles que passam pelo dilema do pedreiro, pois ele não pode esperar pela caridade deles ou do governo. Quando se toca no assunto de voltar a trabalhar você é rotulado de irresponsável e anticientífico. Comecei a refletir sobre o assunto e percebi que gente assim são semelhantes ao rico da parábola de Jesus em Lucas 12.16-21: estão bem abastecidos e agora estão folgando suas almas. Para muitos destes não posso exigir que utilizem os seus recursos para fazer a obra de Deus na forma de caridade voluntária, pois não são servos dO Senhor, não tem compromisso com Ele, não O temem. Talvez irmãos da fé estejam caindo neste mesmo engano e vivido desta maneira. Para estes recomendo a leitura de Tiago 2.15-16. Para estes e aqueles acontece que não estão compreendendo que se a situação persistir também serão atingidos pelos males que afetam quem não tem reservas financeiras. São con[finados].

Outros tem desenvolvido ou melhorado suas habilidades com trabalhos manuais e desenho artístico. E outros chegam até a fazer caridade individual voluntária nesse período, mas de modo equivocado (Mateus 6.1-4). Outros mais chegam a compartilhar memes e brincadeiras banais alusivas à pandemia. A infinidade de coisas que as pessoas têm feito durante a quarentena é enorme. São atividades que con[finados] costumam fazer porque estão mortos. Não percebem que o que fazem é fugir e se esconder como os discípulos fizeram. Escondem-se atrás de todo tipo de aparência boa, piedosa ou divertida. A alma necrosada não enxerga que neste isolamento social poderia sair de seu estado de putrefação. É por isso que muitos de nós estamos con[finados].

Cheguei até em redes sociais a compartilhar os textos de Provérbios 22.13, 26.13 e 1 Tessalonicenses 3.10. Pois a preguiça pode ser um dos esconderijos utilizados para justificar o medo que faz muita gente ficar trancafiado em casa e não encarar que precisa trabalhar para prover o sustento do seu lar, apesar dos riscos de contágio de COVID-19. É verdade que a realidade de alguns é esta, no entanto, percebi que existe uma outra realidade: a de um verdadeiro medo do ambiente ao redor. Lembra do relato de Josué e Calebe? Este pavor sincero é resultado da propagação midiática daqueles que agem semelhante aos 10 (dez) espiões. Desviam o foco da população somente para as dificuldades do problema e fazem o povo desanimar.

Como demonstrado anteriormente, existem coisas boas acontecendo e coisas boas a se fazer nesta época. E este ressurgir de entre os con[finados] vem através da boa notícia da morte e ressurreição de Cristo para uma vida nova para a glória de Deus (Provérbios 12.25; Romanos 4.25, 6.4, 7.4; 1 Pedro 1.3-7). Tão somente arrependa-se e converta-se para que venha o tempo do refrigério pela presença dO Senhor e você seja resgatado desta sua vã maneira de viver (Atos dos Apóstolos 3.19, 1 Pedro 1.18) e, assim, mesmo confinado você não será mais con[finado]. Deus te abençoe!

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